2.7.08

Sorte daqueles que se vão!
Eu não quero morrer agora. Não agora.
Tenho filhos pequenos ainda, um marido que eu amo, uma vida feliz no nosso mundinho. Na nossa concha.
Mas o mundo anda podre demais, triste demais, mediocre demais, cheio de descaso.
"O que é meu é meu, o que é dos outros é nosso", já diziam por aí.
Triste ver como o respeito ficou de lado, quase um enfeite.
A vida do outro não é mais importante. Ninguém se comove, é só mais um que se vai.
Vendo esse vídeo, a mulher morrendo ali sozinha, caindo igual um saco de arroz, o descaso das pessoas ao redor, da mulher que estava de pernas cruzadas e ali ficou, a indiferença do mundo, mesmo o segurança do hospital que nem se deu o luxo de levantar o traseiro gordo da cadeira e ver o que estava acontecendo.
Me entristece, me deixa emputecida.
Não sou desse mundo. N-ã-o sou.
Deve haver vida inteligente, com respeito, digna, ou com o mínimo de respeito em algum outro lugar nesse univérso. Tem que haver.



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