2.8.07

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."





"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: Quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: Melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."





“Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudade da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas solucionassem. Não solucionaram





“Enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.”





"Ele sorriu pra mim e perguntou:
-Você vai pra Liberdade?
-Não, eu vou para o Paraíso.
Ele sentou ao meu lado e disse:
-Então eu vou com você."





"seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa"


"- Você tem um cigarro?
- Estou tentnado parar de fumar.
- Eu também. Mas queria ter uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?
- Eu. "





Caio F. (sempre)



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